Spring Travelling Fellowship da EFORT

Spring Travelling Fellowship da EFORT em balanço

O Dr. Ricardo Sousa, que foi o participante português no último Spring Travelling Fellowship da European Federation of National Associations of Orthopaedics and Traumatology (EFORT), decorrido de 15 a 21 de Maio, na Alemanha, faz o balanço de uma semana de troca de experiências e convívio com 11 colegas de outros países.

Este ano, a Alemanha foi o país anfitrião do EFORT Spring Travelling Fellowship, que decorreu de 15 a 21 do passado mês de Maio, e contou com a participação de 12 internos representantes de países como Espanha, Reino Unido, Holanda, Malta, Eslovénia, Eslováquia, Macedónia, Hungria, Roménia, Turquia e Tailândia. O Dr. Ricardo Sousa, interno do 6.º ano do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Santo António/ Centro Hospitalar do Porto, representou o nosso País e diz que este fellowship «superou as expectativas». Para além do programa científico que este evento costuma proporcionar aos internos, com a apresenta- ção e discussão de vários temas da Ortopedia e Traumatologia, dando oportunidade de conhecer diferentes hospitais do país anfitrião e assistir a cirurgias, este ano, houve novidades. «No terceiro dia, tivemos oportunidade de visitar um grande serviço privado, o Orthopädie Centrum, em Erlangen, e ouvir falar sobre as diferenças de estruturação dos cuidados ortopédicos nos vários países europeus, bem como de visitar a fábrica-sede dos sistemas de ressonância magnética da Siemens», conta o fellow português. Mas as novidades não ficaram por aqui e, no quarto dia de programa, o Fachklinik Herzogenaurach, «um grande hospital de reabilitação», como constatou Ricardo Sousa, recebeu os futuros ortopedistas. «Pudemos conhecer de perto aquilo que é denominado pelos alemães por “ortopedia conservadora” e que se assemelha muito à nossa fisiatria, mas, na Alemanha, está a cargo de ortopedistas que se dedicam às diferentes vertentes da reabilitação e tratamento conservador», sublinha o interno. De regresso a Portugal, Ricardo Sousa valoriza «esta experiência como um todo», mas destaca a perspectiva global com que ficou sobre a organização da OrtopeOpinião DR dia na Alemanha. Por outro lado, o interno afirma que a grande mais-valia que retira desta semana são «os conhecimentos e as amizades que se travaram e que podem proporcionar um intercâmbio futuro de ideias ou projectos». Apesar do balanço positivo, Ricardo Sousa considera que ainda há arestas por limar: «a itinerância do programa obrigou-nos a longas, talvez excessivas, horas de viagem de autocarro», diz.

Publicado em IN FORMA – Jornal da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia | Julho 2011

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