Quisto de Baker

Joelho

Quisto de Baker
Este nome nasceu ainda no século XIX quando um cirurgião inglês chamado Henry Baker descreveu pela primeira vez este problema. Designa comummente uma tumefação na fossa poplítea (parte de trás do joelho) preenchida com líquido sinovial.
Os quistos de Baker classificam-se de acordo com a sua etiologia (causa que leva ao seu aparecimento) em primários, quando não está em comunicação com o interior da articulação do joelho; ou secundários. Os quistos de Baker primários surgem quase exclusivamente em crianças até aos 15 anos de idade e não estão associados a qualquer problema.

Nos adultos a quase totalidade dos quistos de Baker são secundários a um qualquer problema intra-articular (ex. rotura menisco, lesão ligamentos ou cartilagem). A existência de uma comunicação faz com que o quisto seja constantemente preenchido pelo líquido secundário à inflamação dentro do joelho. Nestes casos, o quisto não é o problema em si mas sim uma das manifestações do problema.

Nas crianças é quase sempre um achado assintomático ou seja, a criança, os pais ou mesmo o médico durante um exame de rotina notam a tumefação que no entanto não causa qualquer desconforto à criança.

Nos adultos para além da tumefação, a sintomatologia está em relação direta com a patologia intra-articular subjacente ou seja, a causa do quisto. Em casos menos frequentes, o quisto pode romper levando a que o líquido sinovial escape o que pode levar a uma reação inflamatória da parte de trás do joelho e mesmo da perna para baixo originando um quadro agudo por vezes exuberante da região gemelar que é importante diferenciar de tromboflebite/trombose venosa.

Na grande maioria dos casos em crianças o quisto irá desaparecer espontaneamente pelo que não é necessário nenhum tratamento específico.

Nos adultos o que está indicado é descobrir a causa do quisto e tratar esse problema. Apenas em situações excecionais se considera a hipótese de remoção isolada do quisto.